Análise - Need for Speed (2015)

(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2017)

 
Este foi o que podemos considerar um reboot quase da franquia mas esperemos que não seja o seu toque de caixa permanente, o Payback vai continuar a formula que este seguiu, que por sua vez continua a formula iniciada com o Underground, que ocorreu pelo BOOM do Street Racing e carros modificados para Tuning e particularmente com o primeiro Fast & Furious, mas não podemos esquecer que a essência de NFS é corridas de rua a alta velocidade com carros de luxo, e por isso mesmo a série Hot Pursuit não deverá ser esquecida esperemos.
 
 
O jogo volta a pegar em nós e a pôr-nos no papel do protagonista tal como fazia nos Underground e de maneira mais completa no Most Wanted (2006), com a diferença que neste chegamos mesmo a ver interações do ator que faz de nós em partes das cutscenes, a plot segue-nos enquanto nos juntamos a uma equipa de 5 corredores que seguem 5 estilos de condução diferentes, que por si só 4 deles têm 4 ídolos do mundo automóvel como Ken Block ou Nakai-San que aparecem no jogo e que enfrentamos a certa altura, e ainda a equipa Risky Devil, a nossa equipa é constituída por Travis, um arruaceiro que é dono de uma garagem, Amy que adora tudo a nível mecânico num carro, Spike um jovem com sangue à flor da pele e que quer velocidade, Manu que segue um estilo mais zen e se foca em drift e fluidez e Robyn, que se foca mais no trabalho em equipa e correr como um só. Vamos ter várias corridas de plot dentro dos 5 estilos diferentes e que vão desenvolver a nossa relação mesmo com cada personagem, levando a corridas épicas a velocidades alucinantes contra ícones do mundo automóvel.
 

Mas não se deixem enganar, a jogabilidade pode parecer simples como sempre mas não será só meter peças nos vossos carros convêm que os afinem a nível mecânico, isto é feito quando começam a ter acesso a peças ajustáveis apesar de no final ser algo limitado em comparação com o Shift 2 por exemplo que era um simulador de corrida automóvel claro, podemos mexer o suficiente para obter resultados significativos e ajustar o equilíbrio do carro para ser perfeito para Drift ou perfeito para ter aderência na estrada, mas sem esquecer que muito para um lado ou outro acaba a dar resultados negativos na condução, pois demasiada aderência ou demasiada fluidez nas curvas vai trazer resultados negativos, vai-se tratar tudo de ajustar e testar para encontrar o que vos cai bem no vosso estilo de condução.
 
Temos um bom número de corridas e diferentes tipos mesmo, dentro do drift vamos ter coisas como Drift Train em que temos de fazer drift juntos em equipa, competições e gynkhanas, vamos ter corridas estilo circuito, sprints, time attack e não só e ainda por update foram adicionadas Drag Races. Em termos de personalização visual temos uma grande variedade do que pode ser feito e quase parece que voltámos ao Underground 2, mas em comparação tem menos variedade. Aqui com a adição de body kits a nível de visual o que brilha mesmo é nos vinis e não só, pois aqui temos algo que já se via na franquia Forza que é acesso a personalizações da comunidade e podemos fazer upload dos nossos trabalhos e a imaginação ao que parece é quase o limite, apesar de no Forza ser mais completo, podemos pôr as cores e vinis do Skyline do Paul Walker na Velocidade + Furiosa por exemplo, ou pegar no M3 E46 e meter o seu look do Most Wanted, ainda mais que temos o body kit dele usado no Most Wanted (2006) ou seja a lenda continua viva aqui. O grande foco será a velocidade alucinante a que podemos chegar nas estradas em que vamos ter de ter “unhas” para controlar os nossos carros, a parte negativa passa por termos espaço limitado a 10 slots para carros mas a seleção também não é muito grande mas poder ter 15/20 carros não magoava ninguém.
 
 
Por fim em termos de faixas de áudios temos uma boa seleção e mesmo uma ou outra mais clássicas na franquia, os sons dos carros e do mundo em si parecem fieis ao realismo cada vez mais e aqui isso aliado ao grafismo realístico do jogo com efeitos de ambiente, velocidade, o curto ciclo em que vemos luz do dia para voltar para as sombras da noite, e mesmo alturas que chuvisca, tornam este uma experiência única na franquia NFS, peca no fator de quererem que isto quase seja um pseudo-MMO obrigando aos jogadores a estarem ligados sempre à net, e nisto podemos estar numa sessão privada tal como no Rivals podíamos, mas caiu mesmo mal o always online nesta que não é uma franquia direcionada a ser MMO, ainda mais com um limite de 8 jogadores em cada sessão que disfarça um bocado com as dezenas de carros controladas por AI que andam por Ventura Bay para dar a sensação de mais do que 8 corredores só mas que no fim os restantes são o CPU, temos ainda uma presença policial, mas nada de mais, e que a sua intervenção demora a transformar-se numa perseguição meio séria, não vamos ter uma AI bruta e que envia N carros policiais atrás de nós, temos algumas barricadas a certo ponto e tapetes de espigões mas nada de grave e escapar é fácil, podemos ainda ao estilo do Midnight Club LA parar e pagar a multa pelo excesso de velocidade ou contraordenação cometida quando a cometemos. Esta é uma experiência única feita para apreciar a condução, os carros, a velocidade a cidade em si, e não só, e não para ser algo frenético e a escapar a perseguições frenéticas.
 

Um jogo que mete NFS na geração atual de consolas, o nível de detalhe no mundo, carros e objetos no ambiente é realmente fenomenal, algo realístico ao melhor nível, só peca o jogo na questão de precisar de estar sempre ligado à net, não fosse isso e este seria um dos melhores NFS da franquia pois volta à formula Underground/Most Wanted.

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