Análise - Kung Fury: Street Rage

(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2017)

Kung Fury: Street Rage é um Beat'em Up da Hello There AB que já tinha saído em 2015 na PS4 e não só, mas só agora viu um port para a Vita, o jogo assenta bem nela para o estilo que é e já vem com os updates feitos e conteúdo extra, sem esquecer um easter egg aos fãs de David Hasselhoff no cenário.


Em termos de jogo em si ele é um beat’em up infinito, ou seja é enquanto estivermos vivos estamos a lutar, claro que mais tarde introduziram um curto modo história de 5 stages que nos faz usar cada uma das 4 personagens, isto pois nos seus updates foram introduzidas 3 personagens ao jogo pois só tínhamos o Kung Fury originalmente. Este modo tem uma short story independente do filme em que temos de derrotar a Arcade Machine que está a mando do Kung Führer, basicamente jogamos 4 stages, um para cada um dos personagens em que combatemos hordas de inimigos, e por fim a Arcade Machine e um quinto em que com o Kung Fury derrotamos a Arcade Machine na sua forma final.


É algo curto mas que serve para entreter e no fim do dia fazer o jogador testar todos os personagens. No Endless Mode é aguentar o máximo possível, escolhemos o nosso personagem e combatemos hordas infinitas, e todas as personagens têm um número de vidas que difere das outras 3, ou seja quantos ataques podem aguentar antes de morrer, e cada um tem o seu estilo de combate e no caso da Barbarianna temos ainda um ataque especial que fazemos ao fim de 4 ataques desferidos com sucesso, em que ela usa a sua mini-gun para limpar quase sempre um local do ecrã à nossa escolha, e isto visto que estamos sempre centrados, todos têm um estilo de combate diferente como disse, por exemplo o Triceracop já envolve termos bom sentido de agilidade e rapidez, pois ele usa a sua pistola recuando no sentido contrário ao que dispara, a Barbarianna é ataques mais pesados e tem um bom nível de rapidez, o Kung Fury é rápido e ágil se bem usado, os seus ataques não fazem ligações entre si sempre, por isso ele acaba a ser uma personagem poderosa mas fácil de ser apanhado, quanto ao Hackerman ele é mais letal em certas alturas mas é lento, pois tem de fazer um processo de análise aos inimigos que é ele a fazer hack nos mesmo para carregar a sua pistola.


A nível visual o jogo é fenomenal num estilo retro 2D e até o ecrã fica com um rebordo de TV clássico, todo o ambiente do jogo é fenomenal e cada um dos inimigos tem um design espetacular no jogo em si, sendo ao todo 7 inimigos a contar com as duas formas da Arcade Machine mas essa só aparece no Story Mode, só tenho pena de não haver mais que um cenário pois só temos uma localização, mas o lado positivo é que é uma muito bem conseguida, com um grafismo deslumbrante e efeitos de fundo bem feitos a adicionar à sua qualidade.


A nível sonoro temos 3 faixas de música que acompanham bem o estilo retro do jogo que vem do filme e que puxam bem à ação infinita. Quanto à jogabilidade nada mais simples, só usamos dois botões, um para fazer um ataque para a esquerda ou para a direita, fácil não é? Pois parece mas quanto mais inimigos limpamos no Endless Mode, mais começam a aparecer e mais rápidos ficam, claro que há um limite, mas, chega a um ponto que se não tivermos habilidade somos derrotados sem dúvida pelo que a questão de ter só dois botões tem um sentido de ser e assentou bem no estilo do jogo.

Resumindo o jogo parece ser algo para umas sessões curtas quando em viagem, ou quando se quer pegar em algo só para relaxar mas deixem que vos diga que é super viciante em especial se quiserem fazer os troféus todos, temos no fim do dia um beat’em up de boa qualidade, mas que iria usufruir bem de ter mais dois ou três cenários, ainda há a informação de que quem o tenha na PS4 recebe a da Vita sem custos mas até agora ainda não aconteceu, parece estar a haver um atraso nessa oferta, mas veremos como corre.

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