Análise - Haimrik

(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2018)

Haimrik, um jogo onde podemos tomar uma perspectiva nova em jogos de puzzle mas em que infelizmente os mesmo não vão ser tão desafiantes quanto o esperado. Neste jogo do estúdio Below the Game tomamos controlo de Haimrik que vive num reino que foi outrora devastado em parte pela sua guerra interna, e em que durante essa guerra foi invadido por uma outra civilização que os conquistou por completo e pôs um tirano a governar sobre eles.

Nisto num dia durante as festividades do dia da unificação como ficou conhecida a conquista, Haimrik descobre um estranho livro que quando entra em contacto com o seu sangue o puxa para uma realidade alternativa onde é capaz de fazer uma variedade de coisas acontecer e batalhar inimigos que aparecem no seu caminho.

Este livro estava por nenhum motivo aparente escondido na cave do bar da Jelena, uma conhecida de Haimrik onde ele passa a sua vida como escritor a escrever livros para vender e poder viver. Sem motivo nenhum, um dos magos de palavras acompanhado de guarda aparecem no bar e congelam tudo e todos menos Haimrik que se encontrava na cave, revelando que vinham em busca do dito livro. Nisto ele consegue derrotá-los dentro do mundo do livro para onde foge e mais ou menos assim vemos que Haimrik está a usar a arte destes magos, que conseguem alterar a realidade e mesmo encurralar inimigos dentro de livros especiais que lhes conferem poderes.

O nosso herói tem sucesso a derrotar este mago mas desencadeia no processo uma cadeia de eventos que leva a aldeia a ser vasculhada por quem assassinou o mago e mesmo a quase um dos habitantes a ser decapitado pelo crime, em que Haimrik o salva matando mais um mago no processo. Tudo isto leva a uma rebelião da aldeia que acaba a ser em parte liderada por Haimrik contra o rei e com uma tentativa de assalto ao castelo do mesmo. A história em si sem a querer abordar mais que sou capaz até de já ter dito demasiado está bem conseguida e implementada em linha com a parte de jogabilidade e é um dos pontos fortes desta experiência, vai ser algo capaz de agarrar o jogador de uma maneira leve pois não é algo que seja muito profundo.

A jogabilidade é bastante original na minha opinião em que vão ter de resolver enigmas em fases de jogo que funcionam de uma maneira bastante peculiar. Os enigmas em si aparecem escritos em partes do cenário que por norma é no chão das plataformas por onde caminham e vocês têm de os estar a ler e perceber como resolver, agora, eles não são muito complicados e achei isso uma pena pois um pouco mais de desafio não teria feito mal mas sim bem a este jogo, mas indo novamente a este ponto, a sua resolução acaba a ser feita ao em certas palavras chave quando estão sob elas pressionarem e manterem pressionado o triângulo para Haimrik puxar de dentro das palavras em si os objectos que elas indicam, ou um efeito das mesmas, como por exemplo imaginem a palavra storm (tempestade) no contexto do enigma que dizia que a aldeia estava a sofrer uma tempestade, se puxarem a palavra em si o ambiente do cenário onde estão muda para que esteja a ocorrer uma tempestade.

Se precisarem de um bloco de dinamite que não tem rastilho vão ter de encontrar a palavra dinamite e rastilho para conseguir ambos que são combinados automaticamente, e depois a palavra chama ou tocha para acender o rastilho em si. O jogo tem uma jogabilidade bastante engraçada e sem dúvida interessante e adorei mesmo, também nisto só podem ter realmente um objecto em mãos de cada vez à excepção destes que podem ser combinados e que o são automaticamente, mas imaginem, não podem ter uma pepita de ouro na mão e apanhar uma picareta ou vice versa, se o tentarem o que tinham em mãos desaparece. Vão haver enigmas para conseguirem causar efeitos ou para arranjarem meios de derrotar inimigos, bosses, ultrapassar armadilhas, bloqueios no vosso percurso e não só, só gostava que toda a resolução dos mesmos fosse mais desafiante e não tão óbvia.

Em termos visuais fizeram uma boa combinação de cores mais claras e do tipo pastel e brancos com elementos 2D e 3D para nos dar cenários em 2.5D, temos os personagens em 2D por exemplo e mesmo alguns edifícios e objectos e pelo meio misturaram outros com modelos em 3D. O jogo também na sua apresentação consegue dar uma imagem bastante limpa o que é sempre agradável de se ter em especial em puzzlers. A OST também está bem conseguida e acompanha bem o jogo, não será the next big thing mas ficou engraçada.

O jogo é bom para quem goste ou não do género, a sua facilidade nos enigmas acaba a ser uma boa porta de entrada para quem queira começar a jogar puzzlers ou para quem procure experiências mais casuais, a fãs hardcore de notar que não vão sentir nenhum desafio em particular e que a sua atenção para Haimrik deverá ser pelos elementos de jogabilidade e a parte da história.

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