(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2018)
Slain, ou neste caso Slain Back from Hell foi portado em Dezembro para a Switch, mais um port deste grande jogo, que após um lançamento não muito favorável em PC, viu uma versão melhorada a ser feita com o título Slain: Back from Hell na forma de um update para PC, e como versão final portada para consolas como a PS4 e a XOne, chegou portanto mesmo no fim do ano de 2017 à Switch a correr a 30fps na consola, recebeu ainda poucos dias depois um patch para o fazer correr a 60fps mas a questão é como se sai Slain na nova consola da Nintendo.
Em Slain jogamos com um falecido guerreiro poderoso que é trazido de volta à vida para combater forças malignas que se espalharam por várias terras, será o nosso dever embarcar em jornadas pelas mesmas e chegar ao ser que tomou controlo das mesmas e que tem espalhado o caos em redor e derrota-lo. Basicamente é esta por alto a história que se passa em Slain, eu vou ser super sincero, nestes jogos eu quase nunca presto atenção à plot, mas pelo Slain fiz um esforço de nada, porque os momentos que lá prestava eram bem gastos. A minha questão acaba sempre por norma a ser que estou mais virado para entrar na ação, afinal esse é o grande recheio do jogo e Slain não desilude.
Todos os aspetos do jogo vai de certo apelar aos fãs de heavy metal, com um estilo de gore e mais maduro na sua arte, sombrio e ambiente pesado, de certo que se irão sentir em casa, não só eles mas quem aprecie o estilo artístico, eu aprecio bastante, e andar pelos mundos de Slain é um deleite à vista, seja durante os efeitos de combate, ou só quando estamos a vaguear, é difícil não ficar a apreciar todo o ambiente, todo o cenário, é realmente algo fenomenal, juntem a isto uma OST fantástica inspirada no género Heavy Metal e têm todo o setting para viver uma jornada fantástica e brutal, com inspirações ainda também em Castlevania e nota-se porquê até, quem tenha jogado os clássicos de Castlevania vai-se sentir sem dúvida algo em casa em Slain.
O combate é uma das partes onde o jogo brilha, não é preciso ser-se um especialista para aprender ou seja é fácil de pegar e ao longo do jogo vão desbloqueando novas armas, começam com uma espada, mais à frente ganham um machado de guerra de gêlo e mais à frente uma espada flamejante, basicamente é a vossa espada com magia envolta nela que lhe dá novas formas, sendo que o combate mais leve e rápido é feito com a espada em si, o machado é mais pesado mas contém alguma rapidez ainda, e a espada flamejante é a mais lenta dos 3 mas a que notei fazer mais danos e faz sentido. Cada arma ou forma tem um combo de 3 movimentos, sendo que o último faz com que avancem um pouco para a frente face ao sitio onde estão, nada demais e aprendem rapidamente a prestar atenção ao sitio onde estão porque o jogo tem alguns pontos de queda e armadilhas espalhadas que são ativadas até por pontos/placas de pressão, também este 3º movimento faz com que inimigos de grande porte sejam empurrados para trás o que é bom, dá-vos espaço de manobra para respirar digamos assim.
Para além destes básicos podem ainda ficar a pressionar o botão de ataque para no momento certo largar um ataque pesado especial que faz uma boa dose de danos, se ficarem a apertar demasiado tempo o ataque é anulado bem como se forem atingidos por algum inimigo. Por fim têm ainda a possibilidade de lançar um ataque mágico pelo botão R, em que se ficarem a pressionar o mesmo podem fazer uma versão pesada dele, neste caso o ataque é um orb de energia capaz de trespassar vários inimigos normais de uma só vez, sendo que os mais pesados já não, podem ainda dar um dash para trás com o L que será útil em casos que precisem de se escapulir, e ainda fazer bloqueios, sendo que se bloquearem um ataque na altura certa ficam com uma abertura para um contra-ataque mais devastador pois o inimigo está atordoado.
Tudo isto pode parece um pouco muita informação, mas é bastante simples no jogo, nada demais e temos aqui uma jogabilidade bem fluida em Slain, realmente o que esperava de um jogo deste género, a invocar a era dourada dos jogos de plataformas side-scroller em 2D de ação, Slain faz tudo o que os melhores como Castlevania faziam e um pouco mais. Até têm uma secção em que vos é dada a forma de um temível lobo pelos poderosos espíritos dos lobos da região, em que são permitidos correr numa grande caçada com a alcateia de maneira a provarem que são dignos de vaguear o seu reino e de enfrentar a ameaça da sua terra.
No final do dia se são fãs do género, se querem um jogo que vos leve de volta à era gloriosa dos jogos retro de ação e plataformas 2D mas muito, e digo muito, melhor em todos os sentidos e se gostam de Heavy Metal, este jogo é para vocês, não esperem é um passeio no parque, o jogo vem com um aspeto bruto e com uma dificuldade a acompanhar, com inimigos voadores terrestres e poderosos bosses, vão ter aqui um bom desafio para umas boas horas passadas, na Switch a única questão negativa que senti mas foi por breves momentos é em modo docked, em que em certos pontos muito raramente havia uma queda súbita de frames mas rapidamente estabilizava, também tenho de dizer que Slain sente-se muito melhor em modo portátil a meu ver.









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