(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2018)
O regresso da franquia Ys, não é uma com a qual tenha tido grande contacto e que me lembre aparte do Origin, só cheguei a pegar numas demos da PS2, apesar disto não quer dizer que nunca tenha existido interesse da minha parte, simplesmente nunca se proporcionou a eu arranjar uma das entradas.
Indo com isto em mente o meu conhecimento do universo digamos assim da franquia é igual a nenhum ou é nulo de todo, por isso comparações com entradas passadas ou algo parecido não vai ocorrer pois para mim é algo (quase) completamente novo, ainda mais com o estilo diferente que este tem em relação ao Origin. Ys VIII mete-nos na pele de Adol como o protagonista principal (,tanto deste como de entradas anteriores, aparte do Origin), que juntamente com o seu companheiro Dogi estão a bordo do navio de cruzeiro Lombardia, tendo aceitado trabalhar como parte da tripulação para ganhar passagem pelos oceanos em direção a novos destinos e novas aventuras. Aquando nisto Adol é chamado aos aposentos do capitão, Barbaros, que decide partilhar com Adol uma velha história sobre a infame ilha de Seiren em que relata o conto de que todos os que se aproximem da mesma vão acabar a ser naufragados e quem sabe a dar à costa na mesma, sendo que um qualquer fenómeno desconhecido causa os naufrágios e tornou-se mais lenda que outra coisa e devido a isto até, nunca ninguém consegui-o naufragar e escapar portanto da ilha só o nome e localização se conhece.
Barbaros mete esta conversa com ele sabendo um pouco da sua reputação de aventureiro e para saber se ele gostaria de ser notificado mais tarde quando passassem por ela e ela fosse vista no horizonte para a poder observar. Dito e feito, nessa noite é dada uma festa para os viajantes do cruzeiro e Adol fica a fazer trabalho de guarda e patrulha, mas o inevitável ocorre, quando Seiren é avistada o mais temível ocorre e o navio é naufragado, como, fica para vocês descobrirem e a partir daqui acordamos na costa da ilha, perdidos. Começamos aqui a movermo-nos e rapidamente encontramos um dos passageiros, uma rapariga guerreira (em parte,) chamada Laxia que naufragou, ambos partem em busca de mais sobreviventes e pelo caminho encontram Barbaros, em breve aparece Dogi e assim se começa a progredir a aventura, juntos formam um acampamento base e Adol e Laxia partem em busca de mais sobreviventes. Basicamente a aventura acaba a ter como ponto central encontrar sobreviventes e redirecioná-los para o acampamento, mas para além da história principal desbloqueamos algumas missões secundárias de maneira até a desbloquear novas funcionalidades no acampamento, ou para melhorar o mesmo e digo melhorar , porque bem, será necessário, apesar de ao inicio parecer tudo ok e calmo naqueles lado, mais tarde o mesmo começa a sofrer raids de animais selvagens da ilha.
Com isto tudo, Adol começa nos seus sonhos a sofrer visões de um passado distante e da vida de uma rapariga chamada Dana que com ele vai acabar a ter um papel crucial na história do jogo, que é uma bastante agradável de se seguir, e da qual nada vou revelar mais aparte desta premissa. Indo a alguns elementos de jogabilidade, é simples, a ilha está basicamente aberta para a nossa exploração, aliás até é pedido por Barbaros que façamos cartografia da mesma e podemos ir onde quisermos, a locais em que temos ambientes vastos e diversificados para explorar e nisto ainda uma panóplia de criaturas para enfrentar semi bosses e afins bastante interessantes e desafiantes de se o fazer, apesar de algumas secções da ilha só serem acedidas após certos critérios da nossa parte serem obtidos, por exemplo algumas zonas estão bloqueadas por alguma derrocada e para limpar essa mesma e abrir caminho precisamos de ter um número total de náufragos para conseguir fazer esta ação, pelo que seguir a história principal e ir em busca de náufragos será algo bastante importante.
Quanto a combate é em tempo real e bem executado com evolução e progressão dos personagens jogáveis da nossa party em que vamos ainda desbloqueando novas habilidades, e cada personagem acaba ainda a ter um ultimate move digamos assim que será bastante útil em situações apertadas, uma coisa que me agradou bastante é que certos personagens conseguem fazer mais danos ou danos críticos em certos tipos de animais do que outros, dá uma pequena reviravolta na jogabilidade a meu ver bastante agradável mas claro que com isto a busca por conseguir novo e melhor equipamento será necessário como em qualquer RPG, e podemos mesmo melhorar o mesmo claro. A troca de personagens ocorre ainda em tempo real e é bastante suave a acontecer com o pressionar de um botão, dando uma flexibilidade acrescida em combate, de maneira a podermos direcionar algum dos membros da nossa party com controlo direto da nossa parte, e dando alguma diversidade acrescida à aventura.
Visualmente é dos jogos mais bem conseguidos na Vita e temos aqui ainda uma boa variedade de locais a explorar e alguns mais únicos que outros com efeitos de névoa e afins, andar a vaguear pela ilha é uma tarefa de exploração bastante agradável, seja em busca de matérias para uma demanda secundária, seja a ir para um objetivo principal em busca de tesouros e afins, todo o ambiente e estilo visual apresentado no jogo é agradável e acompanhado de uma OST igualmente do mesmo calibre, em que consegue manter um nível animado e mesmo o entusiasmo na nossa demanda de uma maneira simplesmente certa, e que acaba a ser algo crucial em que todos os elementos aqui se combinam ou conjugam para nos conseguir dar uma experiência mais leve, pois Ys VIII não é uma jornada para poucas horas e explorar a ilha de Seiren será um bom trecho da mesma para tirar o melhor partido possível desta aventura.
Não sendo alguém que acompanha a franquia e tendo só realmente jogado o Origin, devo dizer que são dois jogos distintos e ambos me impressionaram bastante, mais este que o Origin devo confessar, apesar de serem os dois únicos nos seus estilos próprios. Recomendo ainda que joguem este jogo na Vita pois foi feito para ela e sente-se isso, não vão nos pseudo gimmicks visuais das versões de PS4 e PC, este jogo deve ser jogado na Vita sem dúvida se possível, e para uma aventura tão extensa a portabilidade só a favorece para poder matar devidamente horas mortas de viagem e não só, não é um jogo que nos deixe muito tempo parado em busca de conseguir fazer algo acontecer, consegue dar-nos objetivos e ação algo constante e isso assenta assim devidamente ao formato.





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