Quem não gosta de monster taming se cresceu com a febre mundial de Pokémon?
Bem a resposta é alguns mas de certeza que não colecionaram os cromos no final dos anos 90 inicio dos anos 2000. No entanto se essa for uma das vossas praias e se gostarem do género dungeon crawler com uma leveza na história, então, Adore poderá ser uma boa opção indie a ter debaixo de olho vindo da Cadabra Games e publicado pela QUByte Interactive e vamos aqui descobrir o porquê
A História, ou O Que Sustenta a Nossa Aventura!
Em Adore vão estar no papel de Lukha que é um jovem adorador de monstros que é suposto ser o escolhido. Isto porque após o deus de todas as criaturas, Draknar, ter sido derrotado por uma das suas criações, Ixer, o mesmo não ficou completamente dizimado mas parte da sua energia ou essência acabou a vir parar ao nosso protagonista.
A base da nossa jornada torna-se esta, não é que seja uma grande história, não é que os personagens que vamos encontrar adicionem muito à mesma, mas, dá-nos um bom argumento para o porquê da nossa jornada, parar Ixer e fazer os possíveis para trazer Draknar de volta.
Domar Monstros é….Mais Simples do Que Parece!
A base do combate em Adore é usar os nossos “monstraonheiros” para combaterem por nós. Aqui a essência de capturar e treinar criaturas torna-se algo menos ao estilo de um RPG como Pokémon ou Digimon (para mencionar mais conhecidos,) e fugindo desse padrão mistura-se com algo parecido com Torchlight até em parte no seu aspecto.
Basicamente temos aqui um dungeon crawler, em que ao acedermos ao portal para iniciar as nossas jornadas na pequena aldeia que serve de hub ao jogo para ter os nossos monstros e uns npc’s que nos vão dando orientações além de algumas opções para gastar as nossas moedas de ouro, seja em artefactos que nos dão buffs passivos ou o misturar ingredientes para criar refeições que dão buffs e recuperam vida.
No dito portal temos então acesso a um mapa com poucas localizações que nos vão gerando algumas missões com a ideia de recompensas especificas, em que as que nos deixam enfrentar bosses nos dão loot mais variados ou maior em quantidade. Além disto temos expedições que nos levam em missões mais longas através de mais do que 1 localização.
Mas seja nestas ou nas regulares, é nos gerado um pequeno mapa interligado por meia-dúzia de áreas que servem como os locais das nossa suposta dungeon de acção actual, em que vamos limpando cada uma de criaturas para poder desbloquear as passagens para as outras áreas até termos chegado à de objectivo final, ou em que se encontra a saída. Por elas vamos tendo por vezes alguns altares de Draknar que nos dão XP à nossa equipa de (4) monstros que tivermos equipados, sendo que em cada avanço de nível ganhamos 1 ponto de XP para colocar em habilidades que lhes dão habilidades passivas.
Apesar disto o combate acaba a recair em enviar monstros contra outros, em que usam o seu ataque e recarregam a barra de especial dos que ficaram de fora, quando as suas barras especiais enchem quando forem usados usam a dita cuja que pode ser algo como criar uma área de recuperação de vida por exemplo, e isto torna-se a base do que vamos andar a fazer.
Também podemos equipar os nossos monstros com energia de elemento para criar sinergias como dar uma de natureza a um deles para que quando temos 1 monstro desse elemento na nossa equipa o monstro cria uma sinergia que lhe garante 1 habilidade de buff especifica.
Além disto o resto acaba a ficar por colectar até 3 orbs de partículas de gaterdrik que servem como energia para capturar monstros, em que alguns que são abençoados ou super abençoados vão necessitar que tenhamos 2 ou até os 3 orbs para serem capturados por fases, em que a captura acaba sempre a ser usarmos o cajado do nosso personagem e mantermo-nos na área de acção de captura do monstro tentando manobra esquivas aos seus ataques pois se morrermos, voltamos ao hub. Esta diferença também cria uma limitação de quantos pontos de habilidades podem os monstros usar no final, ou seja quantos níveis podem evoluir e isso vai determinar o quão poderosos podem ficar.
Só senti que as diferenças visuais entre monstros abençoados e súper abençoados do normais podiam ser mais percetíveis pois cheguei a capturar uns que pareciam ser mas não eram.
Apesar de dizer aqui muita coisa o jogo como dungeon crawler consegue ser cativante, eu pessoalmente recaio sobre o hábito de me apegar a uma pequena dupla por norma que não largo tal como fazia noutros jogos do género, sendo que lá eram sempre a 3 ou 4, e os outros 2 slots aqui uso como rotativos de criaturas para até ir evoluindo outros ou experimentando o que vou capturando.
Também acredito que podia haver um sinal a indicar que já tínhamos capturado aquela criatura pois mesmo não havendo muitas por vezes podemos perder-nos um bocado no que temos e não temos, ou se há essa indicação eu acabei por não perceber a mesma.
Nisto temos runas que podemos equipar para ganhar buffs, artefactos que fazem o mesmo, evoluímos criaturas para lhes dar pouco mais de meia dúzia de habilidades que são buffs, temos umas quantas criaturas para apanhar, experimentar e usar e combates.
Apesar de nada disto ser muito complicado consegue na mesma ser uma aventura desafiante pois uma falha de atenção e o jogo muda mas não a nosso favor, com uma acondicionante ainda que pode funcionar como vantagem ou ajudar a perdermos a nossa missão actual que é de quando 1 monstro perde a sua vida toda pode ser usado passando os danos que receber para o nosso personagem, funcionando como uma maldição até curarmos a mesma.
O Visual Assenta Bem mas e o Som?
Visualmente este estilo de cel shading assenta bem na nossa experiência permitindo alguns efeitos com cores mais vibrantes e efeitos que no fim cativam mais misturando aquele aspecto cartoonesco com um ambiente 3D, em que os cenários vão ter muitos elementos que se repetem mas que não criam nenhuma fadiga visual ou aborrecimento enquanto procuramos a próxima criatura a eliminar para avançarmos de área em área.
Em termos sonoros não temos aqui nada de por ai além mas o suficientemente bem feito de efeitos para complementar a experiência visual com a sua parte sonora nos ataques ou efeitos, já a ost também não vai ser nada de memorável mas entranhasse bem na atmosfera do jogo para nos dar um complemento na forma de companheiro de ambiente.
Concluindo, Será que Vale a Pena o Investimento?
A realidade é que se gostam de indie games com mecânicas de captura de monstros e uma abordagem mais de dungeon crawler com bom aspecto e imersão leve mas cativante acredito que Adore é uma boa escolha, mas se procuram sistemas de desenvolvimento de personagem e monstros mais complexos e a fundo de RPG então vão ficar desapontados.
Adore cativa com a sua simplicidade que nos permite dar um drop rápido no jogo para uma sessão de 10 ou 15 minutos sem necessidade de contexto mas que ao mesmo tempo nos dá a recompensa final de termos libertado um mundo de um ser maléfico e de termos salvo o mundo sem meter grandes sistemas complexos.
Portanto se procuram uma experiência fácil de pegar a qualquer momento então vale a penar colocar na vossa wishlist, já se preferem profundidade talvez seja melhor passarem à frente.
Esta análise foi feita com uma chave gentilmente cedida pela QUByte Interactive.







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