(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2015)
A heróica história de Solid Snake chega ao fim
Um dia isto haveria de acontecer, a história do Solid Snake (infelizmente) acaba em MGS4, exatamente como começou com o primeiro MGS, numa missão para parar Liquid de conseguir levar o seu plano avante, ou melhor dizendo, neste caso a missão é travar Liquid Ocelot.
O mundo aqui está diferente, a economia principal é a economia de guerra que é gerida pelas PMC (Private Military Company [Companhia Militar Privada]) que contratam mercenários para usar como soldados, as guerras já não acontecem pelos ideais religiosos ou para defender os países, mas sim para ganhar dinheiro, os soldados são injectados com nano machines que permitem aos gerentes das PMC controlarem todas as acções dos soldados no campo de batalha, eles também controlam os sentimentos e emoções dos soldados, fazendo com que sintam menos dor, com que não sintam qualquer sentimento em relação aos seus inimigos ou mesmo companheiros, permitindo assim haver um maior controlo, e as armas e veículos também são controlados até certo ponto neste mecanismo em as ditas armas e veículos estão bloqueados, e só podem ser usados por soldados que tenham nano machines autorizados a utilizá-los, permitindo assim haver mais controlo como referi de todo o sucedido dentro dos conflitos, se um soldado se revoltar ou fizer algo que vai contra os interesses de quem o contratou, as suas armas e veículos que estejam a utilizar são logo bloqueadas e eles ficam indefesos.
Aqui começa tudo no cemitério onde The Boss foi enterrada, vemos Snake a fazer continência e ai dá-se um flashback em que pudemos ver imagens que remontam a MGS3 e que mostram Big Boss a fazer continência, depois chega um helicóptero pilotado por Otacon, ele informa Snake de que traz um velho amigo para o ver, o Coronel Campbell, que lhe diz que precisam que ele impeça o Liquid de avançar com o seu plano de concretizar o sonho do Big Boss, de criar um mundo direccionado aos soldados. Snake está envelhecido devido ao facto de o seu código genético ter sido alterado antes de ele nascer para ter curta duração e para ele ser infértil, de maneira a que ninguém consiga fazer o que os Patriots fizeram, que foi clonarem o Big Boss que é considerado o soldado perfeito.
Neste jogo temos uma boa variedade de campos de batalha, cenários, armas, engenhocas e inimigos, começamos o jogo no Médio Oriente onde se encontra Liquid, em que o objectivo é encontrá-lo e pará-lo, mas para chegarmos a ele temos de passar pelo meio de uma guerra que está a acontecer entre soldados das PMC e as forças rebeldes, no inicio temos as habituais Rations (Rações militares), temos também um iPod para ouvirmos musicas do MGS4 e dos outros MGS’s anteriores, cigarros para o Snake relaxar e encher a sua barra de Psyche, é claro a sua saúde diminuí ao fumarmos e uma Stun Knife para nos defender-mos, logo no inicio obtemos uma metralhadora de um dos rebeldes que foi abatido e andamos com um disfarce de rebelde, o que faz com que eles não nos ataquem, este disfarce é perdido logo no inicio devido aos Geckos (São robôs de combate que não necessitam de controlo humano) que aparecem, que faz com que seja revelado o OctoCamo (fato que consegue adquirir a textura de todas as superfícies com que Snake entra em contacto, é uma criação do Otacon) que o Snake tem vestido por debaixo do disfarce e que vai ser a vestimenta principal ao longo do jogo.
O Octocamo pode mudar a sua textura para basicamente todas as superfícies com que o Snake entre em contacto, o que faz com que ele se possa integrar melhor no ambiente à sua volta e assim providencia-lhe uma melhor camuflagem para se poder esconder ou passar pelo inimigo sem ser detectado, também obtemos o Solid Eye, o Solid Eye tem três modos, o modo normal em que nos dá informação sobre a localização de outro seres vivos através de um pequeno radar no canto superior direito do ecrã, também nos mostra onde estão items no campo de batalha, o modo de visão nocturna, em que podemos ver todos os seres vivos e items em locais escuros e o modo de binóculos que também nos dá informação sobre os inimigos, ele é nos dado pelo Otacon através do Mark.II.
O Mark.II é um robô pequenino inspirado no Metal Gear Rex, as diferenças é que foi feito para ser usado para providenciar ajuda ao Snake, tendo Stealth Camouflage que o torna invisível, ele pode avançar à frente enquanto deixamos o Snake escondido numa posição segura e assim podemos analisar o campo de batalha sem correr-mos riscos, não nos podemos é distanciar muito do Snake, nem deixar a bateria do Mark.II acabar, também serve como intermediário para fazer as transacções entre Snake e Drebin, o Mark.II foi construído pelo Otacon e pela Sunny, a sua única defesa é um cabo que pode emitir choques eléctricos.
Como sempre a acção do jogo baseia-se em furtividade, ou seja a arte de conseguir atravessar os campos de batalha sem ser detectados, basicamente temos de observar os movimentos dos nossos inimigos, analisar todos os caminhos, escolher a melhor rota e como é óbvio sermos silenciosos de maneira a passarmos por eles sem sermos descobertos, é claro que irá haver aquelas alturas em que não há opção senão enfrentar-mos os nossos rivais, é para isso que obtemos a tranq gun (arma de tranquilizantes) logo no inicio também, que nos é dada por Otacon através do Mark.II, também podemos usar o já famoso CQC (Close Quarters Combat) para imobilizarmos os inimigos ou para os agarrar-mos e acabar-mos com eles usando a Stun Knife ou uma pistola, também podemos usá-los como escudo e enquanto os tivermos a agarrar outros inimigos que nos tenham detectado não irão disparar.
Ao longo do jogo passamos pelo Médio Oriente, pela América do Sul, pelo Este da Europa, voltamos ao local mais famoso de toda a série Metal Gear Solid, Shadow Moses (para quem não sabe, o Metal Gear Solid 1 passa-se na ilha de Shadow Moses.), acabando em Outer Haven, que é uma espécie de enorme navio misturado com um submarino. O jogo está recheado de espectaculares cutscenes, em que podemos ver flashbacks, estas cenas têm uma qualidade perfeita e um argumento ainda melhor que nos faz ficar presos ao ecrã e sentir a história de MGS4 de uma maneira mais emotiva e poderosa.
Podemos adquirir armas e desbloquear as que obtemos através dos inimigos que imobilizamos ou mata-mos, podemos também adquirir partes extra para as personalizarmos, como um silenciador, uma mira, ou até mesmo um lança granadas para instalar-mos numa metralhadora como a M4 Custom, tudo isto é feito através de Drebin, que é um vendedor de armas que fatura através da economia de guerra, quanto mais guerra houver num local mais dinheiro ele faz, devido à necessidade de armas aumentar, Drebin também consegue “Lavar” as armas que obtemos de inimigos, ou seja desbloquear as mesmas para as podermos utilizar, ele não tem nenhum lado em particular, simplesmente vende armas a quem as procura e e dispõe de uma grande variedade de armas desde pistolas até lança misseis.
Temos ainda em opções de jogabilidade o sistema de camuflagem em que podemos alterar a textura do OctoCamo para uma das que já adquirimos, podemos alterar o fato para outro que tenhamos obtido, podemos também usar face camo que serve para mudar-mos a nossa cara para a de outra personagem como por exemplo a do Otacon, mas para isso temos de as desbloquear.
O final é estrondoso acabando como acaba o MGS1, com um confronto final entre Liquid e Snake e não irei revelar muito mais pois assim iria estragar a emoção aos que ainda não passaram este excelente título. Adorei passar este jogo, é um dos jogos que realmente aproveita todo o poder que a PS3 tem para oferecer, tem uma banda sonora espectacular, gráficos estrondosos, uma mecânica de jogo ainda melhor e um argumento perfeito, também não esperava menos de Hideo Kojima.







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