Análise - Ys Origin

(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2017)

O Ys Origin, lançado originalmente em 2006 regressa pelas mãos da DotEmu na PS Vita e PS4, sendo que neste caso analisámos a versão da primeira. Este port trouxe algumas novidades mas a questão fica em como se sai a DotEmu a meter este “clássico” de PC a correr em consolas mais recentes, nomeadamente na Vita, sendo que as novidades passam por ser o trabalho em termos visuais para pôr o jogo a correr no seu ecrã, bem como na PS4, e o resto se resume à localização do jogo em mais 4 línguas.


Logo à partida temos dois caminhos possíveis, jogar com, Yunica, uma personagem de classe guerreira que recorre a combate com armas de punho ou Hugo, de classe mago que faz uso de magia. Eu para me iniciar (e sendo este o primeiro Ys que joguei e que servindo de prequela ao primeiro, é um bom começo para os novatos da franquia,) levei o Hugo, e a história leva-nos em busca das deusas Reah e Feena na torre do diabo, construída pelos demónios que assolam a terra, isto porque elas desapareceram misteriosamente do local sagrado que paira nos céus, a terra para onde os humanos de Ys foram levados de maneira a serem protegidos da devastação dos demónios e o seu rasto leva a esta torre demoníaca.

Nesta torre será onde vamos enfrentar várias criaturas nas quais se destacam os bosses de proporções gigantes e passar por uma variedade interessante de ambientes dentro da torre, até mesmo secções subaquáticas, de notar que na nossa jornada vamos encontrando artefactos divinos de Ys que nos dão certas habilidades e outros acessórios, como um que nos permite suster a respiração debaixo de água durante muito mais tempo, indispensável nas secções que falei. Também na nossa jornada encontramos outras personagens, sejam elas do nosso grupo, sejam forasteiros, sim, pois nem todos os humanos foram para o Ys, alguns ficaram na terra em solo e existem como tribos em que chegamos a encontrá-los e mesmo a enfrentá-los como a Epona, que terá um papel mais significativo digamos na nossa plot fora outras criaturas que sofreram pela presença e transformação da torre pelos demónios.

Em termos de jogabilidade está bastante interessante, embora por norma num jogo que usa sprites e top down view eu esteja mais habituado a Turn Based Combat, devo dizer que a ação em tempo real ficou muito interessante e mesmo a maneira como lidamos com alguns bosses, posso mencionar o primeiro com o Hugo em que ao fim de alguns danos na sua zona de barriga digamos, fica atordoado, quando isso ocorre abre-se uma zona na sua cabeça que será o local do cérebro mas para a atacar temos de escalar esta besta enorme (na perspetiva do jogo), temos ainda outro por exemplo que ao fim de alguns danos feitos se subdivide em dois, e tudo isto são pequenos pormenores que transformam a ação do jogo em algo mais desafiante e apelativa, sem falar que com o Hugo a ação é mais relaxada a meu ver, isto porque ele tem dois orbs a acompanhá-lo que disparam bolas de energia tal como a sua staff, já com Yunica é combate melee pelo que temos de planear um pouco mais pois temos de estar mesmo up close and personal, não que com o Hugo não tenha de haver estratégia mas é mais facilitada a meu ver e também a acho mais engraçada também, pois quando jogo com o Hugo sinto que estou num shooter. Temos ainda equipamento que arranjamos ao longo do jogo bem como artefactos que nos dão habilidades de como ver passagens secretas, e arranjamos ainda habilidades novas sendo que podemos ter sempre uma ativa, fora upgrades que podemos fazer com certas personagens à nossa arma por exemplo, ou seja, temos estes elementos todos que formam o nosso JRPG, mas que neste caso de ação em tempo real ajudam a mesma a não ser algo fora do normal ao aspeto do jogo digamos.

Visualmente o jogo é simplesmente belo, tem ambientes e um design fantástico muito bem trabalhados com locais únicos dentro da torre que apesar de usarem muitas vezes os mesmos assets, conseguem diversificar-se uns dos outros, indo a este ponto a DotEmu conseguiu fazer um trabalho fenomenal a portar o jogo para um formato widescreen e devo dizer que na Vita assentou muito bem e ficou algo natural, não sendo upscale que poderia comprometer a qualidade visual do jogo, em termos de som temos uma ost fabulosa de se ouvir composta por um deleite para os nossos ouvidos, e espetacular para nos acompanhar no jogo.

Em resumo para os fãs de Ys acho que ficarão contentes com a qualidade do port na Vita e certamente na PS4, o jogo já é de si fenomenal e o elemento de portabilidade assenta-lhe bem, posso dizer que me pus algumas vezes na varanda a levar com o ar fresco neste tempo de calor a jogar Ys e foi algo bastante agradável, é um JRPG fantástico e único e serve como a minha porta de entrada para esta franquia única, recomendo vivamente ao fãs do género e não há muito mais que possa dizer, este jogo combina todos os seus elementos de forma perfeita e o trabalho de port da DotEmu ficou excelente, Ys é realmente algo fascinante, único, e só tenho louvores a dar.

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