Análise - Ruffy and the Riverside

Uma nova aventura de plataformas aproximou-se do horizonte, de lado não se via e de frente parecia feita de papel reforçado e ao chegar mais perto via-se um letreiro no meio dela a dizer Riverside e dai um pequeno urso apresentava-se, Ruffy, o escolhido para salvar o mundo de Riverside.

Nesta jornada a puxar ao estilo de Paper Mario por exemplo em aspecto somos Ruffy, o ajudante de um mestre pintor conhecido como Mestre Qwin, mas tudo isto muda quando aparece na cidade a toupeira Sir Eddler falando com Qwin de maneira a lembrá-lo que se chegasse o momento teria de vir e levar-nos pois queria dizer que a nossa ajuda pré-destinada seria necessária e na realidade revela-se ser, pois no meio de irmos com Eddler para ele nos revelar o nosso propósito, quando ele tenta usar uma máquina capaz de encontrar umas pedras preciosas incomuns e especiais que alteram mesmo os elementos numa área, bem, ele faz com que um mal ancião que tinha sido derrotado e exilado volte, Groll, e é aqui que a nossa aventura como o escolhido arranca, em que teremos de achar maneira de derrotar Groll e impedir que ele espalhe o mal e o caos no nosso mundo.

A jogabilidade passa-se como um jogo de plataformas 3D mas em que os personagens assumem umas versões suas de 2D lembrando papel à semelhança de Paper Mario como mencionei, com um nível de qualidade criatividade visual de elementos do ambiente e personagens quase a igualar a meu ver Paper Mario, e já que estamos a abordar a parte visual e continuando de maneira a fechar, os cenários em si vão ter uma aspecto mais bem trabalhado do que se veria em um jogo 3D da era da PS1 por exemplo, elementos 3D por completo mas que na sua falta de qualidade polida se nota carácter e um elemento algo nostálgico propositado a meu ver.

Tudo isto acaba a puxar a nossa atenção para o design das personagens e alguns elementos de cenário que compõem o mundo, que são bastante agradáveis de se ver e formam uma temática animada que é o objectivo do jogo em termos de aspecto, animações e mesmo na parte dos sons e banda sonora, tudo se junta para dar sempre uma atmosfera alegre e bem disposta à nossa aventura na pele de Ruffy, só de notar que basicamente todos da mesma espécie são semelhantes ou iguais só se alterando por vezes mesmo a roupa que usam, poderia ser uma falha mas sinto que acaba a encaixar bem, ninguém liga a que os Toad ou os Yoshi sejam iguais, mudando por vezes só a coloração por exemplo, e aqui acabo a fazer mais comparações com personagens de Mario devido a tudo isto me fazer pensar em Paper Mario.

A jogabilidade vai ser bastante simples de aprender, podemos saltar, bater com socos, dar uma queda propositada no ar para fazer efeito de pisada, podemos fazer um rodopio como ataque pesado digamos assim, e, a grande característica do jogo que é trocar elementos do mundo, aliás, é por isto que éramos o ajudante do Mestre Qwin no seu atelier digamos assim, porque o que fazíamos era trocar uma pintura de uma tela para outras de clientes de maneira a dar-lhes produtos novos facilmente sem ter fazer por exemplo replicas dos produtos, com isto, o poder de Ruffy extende-se a mais que só pinturas porque podemos absorver o elemento da textura de um tronco e enviá-lo para um bloco de pedra, transformando assim o mesmo num caixote de maneira capaz de ser partido, e isto por sua vez pode levar a que consigamos abrir uma passagem.

Tudo isto apesar de simples de se perceber e em que podemos fazer lock on de alvo em mais que 1 objecto ou superfície para transformar com o elemento que tivermos absorvido, ou de ser uma mecânica básica de se compreender, abre várias possibilidades em termos de puzzles e desafios a resolver, pois pode ser necessário absorver um pseudo elemento de direcção para fazer um mastro mexer de posição para elevar ou descer que em conjunto com o fazermos isso a outros vamos completar uma imagem para resolver um enigma, podemos transformar uma cascata de água numa trepadeira para podermos escalar e alcançar um local necessário que tem um colecionável ou que é onde precisamos de chegar para avançar na aventura, parte da diversão por vezes vai ser só o estarem parados a ver onde podem colocar uma textura, por exemplo ver se é possível e onde é que podem trocar a textura ou material de uma parede de pedra para terra, ou trocar uma árvore para ser feita de pedra e por ai fora.

Por fim o jogo é composto de vários puzzles e enigmas mesmo, de maneira engraçada por norma os que não estão ligados à jornada principal são mais simples que os secundários que nos levam a recolher moedas ou descobrir colecionáveis, moedas essas que podem ser trocadas por estilos visuais para Ruffy por exemplo, também se notarem um puzzle muito complicado podem sempre gastar moedas com quem vos dá o mesmo para vos dar uma pista ou dica, como mencionei a mecânica de troca do jogo abre novas portas ou deveria pois por vezes alguns puzzles começam a repetir-se em termos de resolução mas penso que seja também tentarmos manter um equilíbrio entre fazer conteúdo secundário e ir atrás da demanda para parar Groll.

Aqui o ponto base do dia de toda esta aventura é só divertirem-se neste mundo simples mas muito bem conseguido de Ruffy, que vos entrega uma história simples de compreender e com um drama algo clássico no qual se envolverem, onde vão andar a correr, saltar, a dar socos em caixas para encontrar moedas, a trocar texturas, a perderem-se a resolver os vários puzzles e enigmas e ainda a fazer coisas como montarem-se num pedragulho esférico gigante digno de vir de Indiana Jones e simplesmente andarem em cima dele a rolá-lo pelo mundo com estilo só pelos risos.

Ruffy não é algo profundo, lendário ou que se aproxime de algo como uma obra prima, mas, faz algo também de si supra importante e de alta importância que é lembrar-nos que no meio de tanta coisa como Elden Ring’s, Death Stranding’s e os Last of Us do mundo do gaming, uma aventura simples, carismática e com um tom leve e alegre é o suficiente para nos dar momentos de diversão pura e que por vezes nos esquecemos de as procurar e nos esquecemos que não é preciso coisas como Spyro Reignited Trilogy ou Crash Bandicoot N.Sane Trilogy para nos voltar a entregar diversão de plataformas simples e pura, por vezes basta estarmos mais atentos, e se procuram ter essa diversão com uma experiência nova, Ruffy é algo que merece a vossa atenção a meu ver.

Esta análise foi feita com uma chave gentilmente cedida pela agência Pirate PR em nome do estúdio Zockrates Laboratories UG e da editora Phiphen Games. 

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