Análise - Halls of Torment

Hoje em dia os jogos tipo bullet heaven com elementos roguelike estão cada vez mais na berra a meu ver, sendo algo até de certa maneira prático para experiências mobile mas que se encaixam bem até em PC ou consolas, pelo que neste caso andei de volta da versão de PS5 de Halls of Torment que vem da Chasing Carrots.

O Que Compõe o Tormento dos Corredores

Aqui podem escolher de entre alguns heróis para se aventurarem nos Halls of Torment, de entre 6 ambientes variados em que têm 30 minutos dentro de cada um para sobreviver a hordas de inimigos que apesar de no inicio de cada sessão serem em baixa quantidade, mais para dentro da sessão em si começam a variar em tamanho e mesmo ritmo a que inimigos vão aparecendo. Pelo meio em momentos até pré-definidos pelo tempo vão aparecendo sub-bosses e bosses, os sub são mais fáceis de lidar com padrões de ataque simples e fáceis de desviar, já os bosses em si têm mais variedade de padrão ou mesmo rapidez de ataque e movimento que aliados às hordas de inimigos que defrontam já vos fazem ter de terem alguma rapidez de movimento e atenção aos upgrades que escolhem. Pelo fim da sessão se tiverem sobrevivido os 30 minutos, o cenário é limpo de inimigos e acabam a defrontar o boss final do ambiente onde estão que vai variar entre ser desafiante ou não tendo em conta os vossos upgrades e mesmo a personagem que estão a usar.

Captura feita por Gaming Power PT

Upgrades, Upgrades e…Mais Upgrades

A jogabilidade em si é bastante simplificada, movimentam-se com o joystick esquerdo e apontam na direcção que querem com o direito, podem executar ataques manualmente e mexer a direcção que apontam quando querem ou podem deixar o auto-ataque ligado e mesmo mira automática ligada para a personagem apontar diretamente aos inimigos mais próximos, pelo que ficam só com a tarefa de se preocupar na vossa posição e movimentarem-se para ir apanhando os cristais de XP que os monstros largam, e, ainda partir vazos e não só para encontrar ouro que vão precisar, ou alguns power ups temporários pelo meio. Também vão ter papiros de habilidades activas a encontrar, alguns protegidos por sub-bosses outros só em partes mais afastadas do vosso ponto origem.

Captura feita por Gaming Power PT

Podem movimentar-se infinitamente pelo cenário que circula sob si próprio deixando uma acção fluída neste jogo em perspectiva isométrica e de alguma acção frenética. Com cada evolução de nível podem escolher habilidades passivas ou upgrades, seja algo para aumentar a vossa velocidade de ataque, percentagem da vossa área de recolha em que precisam de estar cada vez menos próximos para puxar os apanháveis para vocês, como os cristais de XP, seja aumentar o vosso poder de ataque, alcance ou mesmo melhorar as habilidades ativas que vão apanhando pelos papiros. Tudo isto convém ser bem pensado porque vai afetar o vosso desempenho contra hordas cada vez mais crescente e mesmo quando chegam às fases de bosses e em particular os bosses finais de cada ambiente, existe portanto tática por detrás disto além de só aumentar poder de ataque ou quantidade de HP que têm, apesar de poderem até ficar muito bons a circular e movimentarem-se se calhar aumentar o ritmo de regeneração de HP poderá ser uma boa ideia, pelo que o personagem que usam também afeta o vosso combate como seria de esperar, e vai levar-vos a prestar atenção ao que escolhem quando evoluem de nível.

Captura feita por Gaming Power PT

Ainda de notar que podem por alguns níveis desbloquear npcs que têm de salvar ou ajudar em alguma tarefa, para poderem por exemplo usar um poço para inçar para cima equipamento que encontram ao derrotar sub-bosses, em que esse equipamento de armadura e pendentes dá-vos alterações de stats como mais dano e afins que se não inçaram pelo poço perdem-nos, em que ao serem recuperados assim podem adquirir com ouro no npc que controla o poço para poderem pré-equipar antes do inicio de cada sessão, e podem ainda gastar ouro a melhorar habilidades passivas base, como o vosso dano, nível de HP e não só em ranks limitados mas que ficam cada vez mais caros a cada melhoramento, mas, que vão facilitar e muito a vossa vida.

Captura feita por Gaming Power PT

Um Aspecto Acolhedor e Familiar

Se gostam dos clássicos de RPG dos anos 90 por exemplo e inicio dos anos 2000 vão encontrar aqui alguma familiaridade de aspecto, com um ambiente isométrico, que apesar de ambientes que vão variando dão sempre algum aspecto de masmorras que a quem cresceu com jogos dessas épocas vai reconhecer sem dúvida. Existe um charme próprio que Halls of Torment emana que apesar de não ser inovador fica aqui bem conseguido e bem feito, seja nos seus ambientes cavernosos vulcânicos, ou numa ponte sob o nada a que somos obrigados a circular só em duas direcções a mexer um pouco com o elemento e sensação de infinito que outros ambientes nos oferecem com todas as direcções disponíveis. Já de som também de notar que somos levados a outras épocas do mundos dos videojogos que apesar de parecer algo simples se junta a toda uma atmosfera visual que entrega uma experiência final acolhedora a meu ver no seu ponto nostálgico e sombria em tons de fantasia medieval.

Captura feita por Gaming Power PT

A Conlusão das Hordas Demoniacas

Têm aqui um jogo com aspecto familiar e para alguns nostálgico de certa maneira, pelo menos para mim levou-me aos tempos de Baldur’s Gate ou Diablo clássicos, a acção pode ser frenética em vários momentos e por muito bons que fiquem vai sempre haver um ponto que nos leva a ter de alterar a nossa tática, em que o haver classes diferentes de personagem obriga a isso, em que para induzir mais a jogarmos com as outras classes temos de entre vários objectivos que o jogos nos dá, o melhorar habilidades até um certo nível com a classe de arqueiro por exemplo, ou causar X de dano com outra.

Captura feita por Gaming Power PT

Halls of Torment é uma experiência simples e fácil de entrar para sessões rápidas, que nos fazem pensar mas sem nos dar um grande esforço, é algo bastante adequado para quando tiveram dias exaustivos e querem relaxar um pouco mas não têm muito tempo, se calhar em outra fase da minha vida ou época iria achar este tipo de jogo mais adequado a mobile e que não faria sentido estar em consolas ou PC, ou nem sequer iria ser algo que ia querer pegar por achar que as facilidades de acção iriam ser para preguiçosos, mas, na fase em que vou e com as relatividades dos meus dias, posso dizer que isto consegue ajudar a preencher aquela vontade de pegar em algo que me tire a cabeça de outras preocupações, mas que não me tome muito tempo, que me faça pensar mas tem em conta o meu cansaço, e portanto vou recomendar bastante a quem se possa encontrar em situações semelhantes, não descurando ainda a qualidade geral que nos é entregue dentro do género em que se insere e no seu aspecto nostálgico e de certa maneira a acolhedor a quem cresceu com experiências clássicas de RPG’s como Baldur’s Gate, Diablo e mesmo outras mais modernizadas nos seus ambientes como Fallout 1 ou 2 que passavam-se num futuro desolado mas que partilha de aspecto com o mesmo charme.

Esta análise foi feita com uma chave gentilmente cedida pela Future Friends Games.

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