(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2017)
Maize, um jogo que já devem conhecer de PC, criado pela Finish Line Games e que chegou recentemente à PS4, e ao qual tivemos a oportunidade de analisar e agora lançar um verídico sobre esta curta aventura.
Recentemente analisámos outros dois jogos que entram na linha do que Maize é, aliás dois, sendo um deles mais direcionado a tentar passar um sentimento de terror sendo eles Obduction e Layers of Fear, mas em que tudo gira em torno do género de aventura mais ou menos, perspetiva na primeira pessoa, com puzzles e em que se encaixa mais o Obduction, sendo o LoF mais soft pois tem objetivos mais centrados em ser uma jornada de terror psicológico.
Também podemos dizer que temos puzzles em Maize mas nada comparado ao nível de Obduction, aqui ficam-se por serem simples e mesmo numa base de tentativa e erro, e também por ler a descrição dos itens que apanhamos para o inventário que muitas vezes dão-nos dicas sobre onde os usar pelas suas descrições meio humorísticas, mas atenção que nem sempre isso acontece. Também chegamos a um ponto que experimentamos de rajada tentar usar um objeto logo noutro com que interagimos no ambiente, nunca chegamos a ter uma grande quantidade deles por isso é uma tarefa rápida, outros é só de memorizarmos que estão lá para ser usados, e de resto é mesmo indicado no momento por isso em termos deste campo Maize é um jogo bastante simples nos seus puzzles, aqui também o objetivo pelo que entendi fica-se por ser a experiência de plot, e dai mencionar o LoF. Ao longo do jogo vamos recolhendo colecionáveis em que existem de facto 75, muitos passam por serem só curiosidades sobres as instalações por onde passamos, outros estão ligados a eventos que ocorreram e são estes que nos dão pequenos pedaços sobre a backstory de eventos, e depois, temos outros que é só mesmo pelo toque de humor no jogo e falo já nisto para entrar então no ponto da plot do jogo em si.
Maize mete-nos no meio de uma quinta que serve de fachada a instalações subterrâneas governamentais onde dois cientistas, com fundos governamentais e uma experiência amalucada, montaram instalações com o objetivo de fazer experiências com milho e espigas de milho nomeadamente, com uma visão de criar seres vivos à semelhança de humanos com elas mas mantendo o seu aspeto base, e nisto eles foram relativamente bem sucedidos, mas de momento só se encontram as criações destas experiências no local por completo, de notar que apesar de inteligentes e com recurso a livros e não só eles vivem num estado de monarquia quase, com recurso a uma rainha mesmo, ou seja têm certos aspetos que se deparam com um estilo de vida medieval mas não a 100%.
A história em si demora a arrancar em termos de detalhes, mas é escassa no seu todo se seguirmos uma rota linear sem explorar, sem recolher colecionáveis e em especial se não formos lendo os vários post its que relatam conversas entres os dois fundadores desta experiência em que ambos trabalhavam em turnos diferentes, e portanto comunicavam por post its, e muitas conversas acabam a ser engraçadas porque por um lado temos um narcisista glutão, que esbanjava os fundos em construir alas desnecessárias e estátuas dele pelas instalações e que vivia no seu mundo à parte, e por outro lado tínhamos um cabeçudo crânio que levava sempre o lado lógico e tinha um temperamento de pavio curto, no fim do dia vamos acompanhar e ajudar estes seres a escaparem por completo destas instalações que até certo ponto segundo eles servem de prisão, em especial à sua rainha, e por fim ajudar os mesmo a iniciar a sua jornada a uma terra prometida que falam mas que não explicam o que é.
Os locais do jogo passam inicialmente por ser parte da quinta, uma casa na mesma abandonada e caminhos labirínticos por entre campos de milho, sendo que por fim vamos andar a vaguear pelos corredores, escritórios, salas comuns, reuniões, salas de experiências, etc…, das instalações militares que se escondiam em vias subterrâneas, e que mostram um bom nível de detalhe e planeamento na sua criação de maneira a passar aquele elemento de plausível na minha opinião, e de notar que apreciei muito este aspeto visual do jogo, e em especial os sons que ouvimos inicialmente no exterior e mais à frente até mesmo os insultos que estamos sempre a receber humorísticos por parte de Vladi, o urso mecânico que serve depois de nosso companheiro nesta jornada e que basicamente tem a mente de um russo, chegando mesmo a mandar falas em russo sem tradução para Inglês nas legendas se as tivermos ativas, por acaso gostei muito deste ponto, torna a personagem do mesmo mais realística.
Esta é uma experiência que se passa bem em 3h pouco mais num primeiro run, sendo que de certo que vão ter de fazer um segundo pois irão deixar passar algum momento para trás, pois o jogo lá tem um ou outro elemento escondido de eventos à parte. Tem uma qualidade de ambientes muito boa e a sua ost e sons favorecem-no, mas não consigo deixar de sentir que para o tipo de jogo que é, Maize fica-se por ser uma experiência mediana, nada de mais, e em grande parte afetada por uma plot que é derradeiramente até certo ponto desinteressante.
Sinto que não aproveitaram talvez todo o facto de isto girar em torno de uma experiência classificada governamental em que se criaram espigas de milho mutantes, e isto sem falar na falta de desafio nos seus puzzles e portanto digo que por um bom preço deve-se de aproveitar, mas que existirão sem dúvida experiências de aventura com foco em narrativa e que oferecem puzzles ligados à mesma com mais qualidade e conteúdo final mais bem exploradas que Maize.







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