Análise - Grand Theft Auto V

(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2017)

Um regresso a San Andreas que toda a gente adorou mesmo sendo só uma porção do mesmo mas que compensou pela sua história cativante e 3 protagonistas algo carismáticos sem dúvida e até pelo seu ambiente mais modernizado que nos permite ter assim uma visão de Los Santos pré e pós anos 2000.

Nisto, GTA V já saiu faz tempo seja na geração passada de consolas (na altura era PS3, X360), seja em PC, PS4 e XOne, mas de notar que já nas consolas de geração passada mesmo sem os melhoramentos efetuados na versão que veio mais tarde, o jogo desempenha de uma maneira fantástica a todos os níveis sendo um dos jogos de nos deixar de boca aberta.

Desta vez vou seguir um modo contrário ao que costumo fazer deixando a parte da história para o final começando então com a questão da jogabilidade. Ao longo do jogo vamos controlar 3 personagens, Franklim, Michael e Trevor, havendo alturas em que podemos alternar entre os 3 em missões que eles estejam juntos ou entre dois caso algum não se encontre presente, e mesmo outras alturas em que devido ao desenrolar dos acontecimentos do jogo controlamos só um, ou mesmo no mundo livre não ter algum deles disponíveis.

Toda esta questão de controlar 3 personagens é bastante interessante, largando a oportunidade de estar a viver uma missão com mais interatividade e deixando o jogo com uma história muito mais profunda e irei dar algo mais sustentável para isto à frente. O jogo dá-nos também várias atividades das quais vou mencionar caça, skydiving, assassinatos e exploração marítima, mas não se ficando só por estas e isto para falar um pouco sobre o grau de realismo do jogo, também de salientar já que os elementos que compõem o mundo do jogo são o que lhe dão um grau de UAU estonteante, mas voltando à questão do realismo este falha e vem outra vez para cima e digo isto pelo seguinte, existem certos comportamentos a nível de AI que no IV eram mais realistas como a reação a certas ações nossas por parte de agentes da policia, que aqui neste já acabam por funcionar de outra maneira mais agressiva imediatamente regredindo um pouco na evolução da AI dos NPC’s a meu ver.

Indo ao que traz este sentimento à tona e o mete na ribalta abafando estas questões é termos um mundo mais interativo, em que por exemplo temos eventos a acontecer pelo mundo de repetente como alguém estar a ser assaltado e podemos escolher ajudar essa pessoa, ou podemos encontrar um carro blindado de transporte e desde que tenhamos as ferramentas necessárias podemos assaltar o mesmo, e voltando a tocar na questão de atividades algo que eleva mais isto passa por termos vida selvagem no jogo em que já tínhamos visto animais marinhos em outros GTA’s, em especial no San Andreas em que podíamos nadar e o mundo marítimo era de certa forma rico mas neste é outro nível sem dúvida, desde alces a pumas, é fenomenal.

Um dos maiores problemas resolvidos neste GTA que ocorreu de uma maneira “pesada” no IV foi a condução de veículos de 4 rodas que nele era como se os pneus estivessem cobertos de manteiga, era frustrante, já neste temos uma condução mais precisa e muito mais agradável que me faz pensar que seria algo aplicado num Midnight Club após o LA que já de si estava muito bom. Vemos ainda o regresso de poder usar o telemóvel, para fazer chamadas, aceder à net, ligar a amigos para conviver e até tirar fotos para o Social Club, podemos também negociar ações de bolsa, comprar propriedades, entre muitas outras coisas que voltam a puxar GTA para outra liga, do gênero ao que já tinha sido alcançado no San Andreas.

Em termos de banda sonora o jogo conta com uma das melhores seleções da franquia dando a sensação bem incorporada de que as rádios do jogo têm algo para todos os públicos, e indo para o nível de grafismo do jogo de notar que é do mais deslumbrante que há com um mapa massivo para explorar, sendo composto por zona urbana, costeira, campestre, florestal e ainda desértica, pelo que digamos que Los Santos e Blaine County nunca estiveram melhor, é realmente algo que tem de ser visto e apreciado para realmente se perceber, o realismo dos ambientes e dos efeitos visuais são estonteantes, nunca vi por exemplo trovoadas com relâmpagos tão realísticos como neste jogo, e indo mais a fundo a versão de X360 sem dúvida que se nota superior neste aspecto dando um mundo com um nível de detalhes um pouco acima do que se encontra na PS3, seja nos ambientes em geral, edifícios, efeitos ou composição do céu, até as nuvens ou aparecem mais ou mais detalhadas de certa maneira em que pode parecer algo irrelevante mas que se traduz em mais fidelidade visual em outros aspectos.

Agora falando da melhor parte, a história.

Antes de mais de salientar que as side-missions de cada personagem entregam-nos uma experiência mais pessoal para cada uma, seja com o Trevor nas suas atividades ilegais, o Franklim a fazer os seus side jobs de furtar veículos, ou o Michael na sua demanda para entrar no mundo do cinema, são tudo coisas que aprofundam mais a nossa experiência sem dúvida. Já a linha principal é do melhor que já experienciei, em que até o trabalho a elaborar missões como as que jogamos neste jogo é do outro mundo sem dúvida elevando mais a experiência que temos pela profundidade do envolvimento e o compromisso que assumimos com algumas das missões mais nomeadamente as de preparação de assaltos ou trabalhos mais importantes.

Pegando nisto, vamos andar metidos em assaltos em que temos de escolher a nossa equipa, o método que queremos usar e ainda arranjar os meios para efetuar o mesmo, como preparar um carro de fuga e deixar o mesmo num local estratégico à nossa escolha, arranjar equipamento militar para quando sairmos do local do assalto, preparar um ao edifício do FIB (FBI do jogo) em que vamos entrar como pessoal da limpeza, e mais tarde ser a “equipa” de bombeiros a chegar ao local depois de fazermos o que lá fomos fazer primeiro, em que entramos no meio das chamas e do fumo enquanto o edifício começa a dar de si, ou escolher entrar pelo telhado do mesmo de paraquedas sendo que ai já é um caminho agressivo pois vai do ponto de partida de tomar o edifício de assalto. É tão injusto tentar descrever esta secção do jogo, pois não há maneira de lhe fazer justiça, mas indo ao ponto fulcral, vamos seguir as vidas de Michael, Franklim e Trevor por muito drama familiar e perigo na vida do primeiro, em encontrar um rumo e sentido real na do segundo e a lidar com questões do passado e muita, mas muita maluqueira na do terceiro, e a parte mais brilhante é que a vida dos 3 se ligam de uma maneira fenomenal e única.

É impossível eu fazer justiça ao jogo, é simplesmente fantástico e único no seu gênero , merece ser disfrutado acabando quase a entrar naquela questão de vai ter algo para cada jogador só não é excelente na minha opinião devido ao que mencionei na jogabilidade, mas sinceramente até nisso fico quase sem nada a apontar vendo a volta a uma AI mais primitiva de reacções como um passo da Rockstar em querer entregar um pouco mais de caos sem sentido a cada jogador. 

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