Análise - Shikhondo - Soul Eater

(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2018)

Shikhondo - Soul Eater é um bullet hell da Deer Farm com o intuito de trazer um sentimento frenético com inimigos inspirados em folclore asiático, padrões de ataques dos mesmos desafiantes e que se dispersam por todo o ecrã, bosses únicos e que nos dá a hipótese de atacar a nossa jornada de 5 stages a solo ou em co-op de 2 jogadores, ou se quiserem até podem escolher fazer um run pelos bosses com o modo Boss Rush e em que têm ainda um modo em que podem personalizar certas definições do jogo para criar uma jogabilidade por norma mais desafiante.

No jogo temos duas personagens com quem jogar sendo elas The Reaper e The Girl, em que entre as duas o que muda realmente é o seu padrão de ataque em que a primeira gera um do seu corpo que sai disperso em várias direcções mas focado nas mesmas não sendo ao calhas ou que no pressionar do R2 fica todo focado numa única direcção predefinida, enquanto que a outra tem um ataque focado ou que pode mudar para que os dois orbs que ela tem andem pelo ecrã atrás de inimigos a fazer ataques directos, são pequenas diferenças que podem mudar um pouco a táctica de combate mas não o suficiente para se dizer que diversifica a jogabilidade, talvez em co-op que não testei faça uma diferença maior e em especial em combates de bosses mas não experimentei. Os bosses em si são o grande desafio e têm sempre duas fases em que na segunda ganham uma aparência demoníaca e a sua barra de HP demora mais a esvaziar, também nela os seus padrões de ataques começam a ser mais complicados de gerir, e, posso dizer que é bastante agradável e interessante o combate contra os ditos e em que o seu design tanto na primeira como na segunda fase ficou muito bem conseguido e apelativo.

O jogo em cada um dos 5 stages vai introduzindo 1 inimigo novo o que ajuda a ir dando diversidade aos mesmos e a desenjoar para evitar aquela sensação de monotonia e nisto de maneira a dificultar a nossa vida, em especial quando começam a vir hordas de inimigos variados de todos os lados com os seus padrões de ataque individuais, e sim, com isto devo dizer que o jogo como bullet hell cumpre bem o seu dever, senti alguma dificuldade e desafio a progredir pelos níveis e em manter-me vivo, o objectivo final é sobreviver aos 5 stages sem morrer pois quando morrem o vosso score leva um reset para recomeçar do 0 por isso têm continues infinitos mas se morrerem lá se vai a bela da pontuação, pontuação essa que no fim de cada stage recebe um boost tendo em conta quantas vidas temos ainda e quantas almas recolhemos, sendo que as almas em si são geradas por conseguirmos dar um block nos ataques dos inimigos transformando os seus projecteis em almas no processo enquanto eles estão vivos ou ao matá-los por norma, mas como se não bastasse também se pode transformar projecteis em almas quando se activa o ataque especial que é uma bomba das mesmas, pelo que com isto ainda temos também um soul meter que quando cheio por recolher almas dá um toque extra especial ao nosso, adivinharam, ataque especial, dando-nos um boost de poder de ataque pela duração do medidor que enchemos.

Visualmente o jogo está engraçado, acho que estes jogos andam a tomar uma abordagem cada vez mais simples e talvez menos trabalhada nos designs de inimigos, por exemplo os bosses têm um design interessante já alguns dos inimigos comuns que têm todos inspiração em folclore asiático sentem-se como algo feito por low budget e sem grande esforço a meu ver e cada vez mais jogos e neste género em particular têm tomado esta rota, sinto um bocado falta daqueles hand drawn visuals mais detalhados ou mesmo o aspecto pixelizado para ser sincero, e que de certa maneira sinto que puxavam mais pela imaginação dos estúdios. A OST em geral sente-se mexida e com ritmo acelerado apesar de algumas faixas ficarem um bocado abaixo das espectativas em termos de ajudar a dar um sentido crescente na intensidade e tensão do jogo o que é uma pena, apesar de que como disse num prisma geral acompanha bem o jogo.

Shikhondo é um bullet hell que recomendo aos fãs do género e de SHMUPs sem dúvida mas que não esperem assim nada de muito complexo, em consolas recebeu ainda o modo de co-op local que é uma grande mais valia a meu ver pois acredito sinceramente que em co-op seja ainda mais divertido. Em normal o jogo vai dar-vos um bom desafio e não vai demorar muito a chegarem ao fim dos 5 stages mesmo com continues, já em hard ou extreme preparem-se para algumas dores de cabeça e muitas mortes. Gostava que o design dos inimigos estivesse mais bem trabalhado como os bosses estão mas não se pode ter tudo, também senti que podiam ter ido mais além em termos de conteúdo pois os stages podem sentir-se um bocado curtos demais e como são só 5 não vai haver muita durabilidade, no fim do dia fica na mesma como uma boa recomendação para quem se queira iniciar no género ou fãs do género que procurem algo mais casual.

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